“Abriu os olhos de repente.”

Um arrepio percorreu sua espinha. Preferia continuar acreditando que estava sozinho naquele quarto, mas algo estranho estava acontecendo, e quase podia ouvir a respiração de outra pessoa, que não estava lá. Sentia-se invadido, vigiado, preso n…

Anúncios

Um arrepio percorreu sua espinha. Preferia continuar acreditando que
estava sozinho naquele quarto, mas algo estranho estava acontecendo, e
quase podia ouvir a respiração de outra pessoa, que não estava lá.
Sentia-se invadido, vigiado, preso no quarto que era seu, sem poder
sair. Desesperado para correr, mas sem conseguir mexer um músculo
sequer. Correu os olhos pelo chão, mediu a distância entre a cama e a
porta e chegou à conclusão mais óbvia: correr o levaria para longe
do quarto, mas não para longe de seu medo. Ficou ali, até que o sono
fosse mais forte que a paranóia e pudesse dormir.

Não sonhou naquela noite.