Aguardando instruções

– Não vejo nada! – reclamou Anne. – A visibilidade não é importante aqui. Apurem seus ouvidos. Podem ouvir? Esse zumbido em baixa frequência? Não ouviam. Era como se não estivessem no mesmo ambiente. Não conseguiam mais se concentrar. Só ouviam, e…

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– Não vejo nada! – reclamou Anne.
– A visibilidade não é importante aqui. Apurem seus ouvidos. Podem ouvir? Esse zumbido em baixa frequência?
Não ouviam. Era como se não estivessem no mesmo ambiente. Não conseguiam mais se concentrar. Só ouviam, em suas cabeças, aquela música irritante e repetitiva que antes tocava no rádio, agora também destruído. O zumbido, porém, havia aumentado.
– Fiquem juntos. Está ficando mais intenso. Estamos perto.
– Eu também não ouço nada – resmungou Anne.
– Então fique quieta! – bradou Comte – Já atrapalhou tentativas demais por um dia. Vocês dois, – dirigindo-se a Clarêncio e Airtom – preparem o emissor.
– Já está preparado, disse Airtom.
– Então ajustem para a potência máxima. Desta vez não vão escapar.
Comte pressentia a presença deles. Seus instintos já o haviam pregado peças antes, mas desta vez ele tinha uma certeza que não poderia ser ignorada, e o sangue espalhado por seus braços era a confirmação de que seus alertas não haviam sido em vão. Esta seria a última oportunidade que o grupo teria de sobreviver. Se o emissor falhasse, nada mais poderia ser feito.
– É agora.
A praça inteira se iluminou intensamente. O zumbido se tornou um estridente som indistinguível, insuportável.
– Disparem!

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